Coluna do Chico Carlos - Almir Sater & Renato Teixeira: Amizade que vale mais do que uma irmandade inteira
*Chico Carlos conta tudo do novo disco de Almir Sater e Renato Teixeira. Confira:
Em continuidade a uma parceria que já dura 30 anos,
Almir Sater e Renato Teixeira lançam o seu mais novo disco em conjunto - “+AR”
que é sucessor de “AR”, o primeiro disco da dupla lançado em 2015 - vencedor do
17º Grammy Latino, na categoria Música Regional ou de Raízes Brasileiras, e que
também levou a dupla a ganhar o prêmio de melhor dupla regional na 27.ª edição
do Prêmio da Música Brasileira.
O disco “+AR” conta com dez canções e traz a nós toda
a competência musical da consagrada dupla que continua cantando e encantando
seus milhares de fãs. O disco foi lançado março deste ano . Gravado na Serra da Cantareira, em São Paulo, e em
Nashville, nos Estados Unidos, o álbum foi produzido por Almir e Eric Silver,
um antigo amigo e parceiro da dupla, tocado por músicos americanos e com
backing vocals americanas, e manteve os mesmos cuidados de produção do primeiro
“AR”.
Almir Sater cuidou para que o sotaque americano não
prevalecesse sobre a sonoridade brasileira que a dupla tinha em mente. O rock
paulista dos anos 70, o aço dos violões e violas, foram a tônica. E com um
olhar bem caipira, que é um jeito folk de ser brasileiro.
O “+AR”
é uma verdadeira louvação ao amor às coisas simples, a amizade e ao Sertão. Com
10 faixas, escritas e compostas pela dupla, os violeiros mais famosos do Brasil
provam que continuam com suas raízes bem embrenhadas na música sertaneja
“raíz”.
Na lista há "Flor
do Vidigal", "Venha me ver", "Touro mocho",
"Quando a gente chama", "Vira caipira", "Eu, você e um
violão", "O mascate", "Minas é logo ali", "Festa
na floresta". Destaque para a música “Assim os dias passarão”, de Almir Sater, Renato Teixeira e Paulo
Simões, uma homenagem a Geraldo Roca, amigo do trio, e um dos maiores
compositores do Mato Grosso do Sul.
Considerados “monstros sagrados” no universo da música
raiz por vezes carimbada como caipira, no entanto, efetivamente enraizada no
estilo folk à moda brasileira, Almir Sater e Renato Teixeira ampliam a parceria
iniciada em 1986, provando que a “amizade que vale mais do que uma irmandade
inteira”.
Para ser transparente como água que jorra da fonte... “+AR” é uma verdadeira declaração ao amor às coisas simples, a amizade e ao sertão, na poeira das ruas que sonhamos nas asas da imaginação.
*Chico Carlos é crítico musical e escreve regularmente com exclusividade para este site.

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