Cordel do Fogo Encantado expurga "abismos" e mostra que está renovado e vivo
Por problemas operacionais deixamos de veicular, em tempo hábil, matéria enfocando o show do Cordel do Fogo Encantado realizado, no último sábado, na Praça da Bandeira, em Arcoverde. Confira:
Por Muriê Moraes
Uma das bandas emblemáticas da cena pernambucana(e nacional) - calcada na poesia e na prosa do universo mágico do Nordeste - voltou a se apresentar na terra onde tudo começou. Estamos falando do Cordel do Fogo Encantado que não deixou por menos e que brindou o público de Arcoverde com show forte e cheio de emoção.
Se anos atrás a crítica se dividia em aplaudir novas sonoridades do grupo - com uma pegada de guitarra e leve incursão ao rock e outros pediam a volta à essência poética - o Cordel parece ter digerido bem o tempo de reclusão. "Vamos seguir juntos em direção ao Sol, não sei toda essa entrega no palco vem mesmo de nós ou do público, talvez seja uma simbiose ou mesmo nossa marca", afirmou Lirinha.
Se Lirinha pode ser considerado a "alma" do Cordel, o violonista Clayton Barros é espinha dorsal sonora do grupo, nunca esquecendo de dosar influências ibéricas e mouras. "Isso não invalida influências que não as do entorno nordestino; posso beber também na fonte de Jimmy Page(ex-Led Zeppelin), não há nenhum problema nisso. Agora sabemos a dinâmica das coisas, estamos mais forte e atentos", explica Clayton que saiu do palco chorando. Pelo visto, o novo Cordel fica também a vontade para pedir licença aos orixàs. Num momento do show, Lirinha e Clayton se ajoelham após mensagem de ponto de umbanda lida por um integrante da banda.

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