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Exclusivo/Pergunta do dia: Terá o caos voltado ao Hospital Regional de Arcoverde?




Que o governo do Estado promova benfeitorias em qualquer área do Sertão pernambucano não há nada de estranho nisso e aqui não há nenhum demérito aparente - afinal estamos em período pré-eleitoral. Mas a população de Arcoverde se pergunta: o que vem acontecendo no Hospital Regional da cidade? No auge da dengue e da chikugunya, a unidade era uma das mais precárias no atendimento. Tempos depois assume uma O.S.(Organização Social/leia-se Tricentenário) para dar outra cara ao HR.

No entanto, a bonança não vingou e parece que o caos voltou, de vez, ao HR. As parcelas dos subsídios do governo estão atrasadas, falta alimentação diária de pacientes e acompanhantes, falta ambulâncias, falta UTI Móvel e médicos e enfermeiros sinalizam parar de trabalhar.

Um caso emblemático foi o da garota Evellynn da Silva Feitosa, que tinha 14 anos e morava na Rua da Cagepe. Familiares acusam a direção, enfermeiros e técnicos de saúde de eventual negligência, pois no último dia 4, Evelynn deu entrada às 8 da manhã e só veio ser atendida por volta das 16 horas. Mesmo com dor abdominal e nível de plaquetas baixa(33), o médico a mandou para casa.

Evellyn também esteve ainda atrás de atendimento  na UPA/Dia. Ela voltou ao hospital cinco dias depois e os médicos se limitaram a receitar Buscopan. Evellyn estava praticamente “apagando”, mas a triagem, erroneamente, colocou a pulseira verde na garota. Mesmo com todo desespero da família, as enfermeiras ficaram sentadas olhando para seus respectivos celulares. Os familiares pediram para que Evellyn fosse transferida para outro hospital em outra cidade, mas o diretor médico do HR teria dito que a unidade tinha “suporte*. A garota terminou morrendo, no dia 11, numa cadeira velha e quebrada na Sala de Nebulização da pediatria.

No SVO de Caruaru foi detectada a causa mortis como sendo “hemorragia intracraniana e defeito de coagulação”. “Sabemos que nada vai trazer minha sobrinha de volta, mas fica em nós uma dúvida cruel – será que se Evellyn tivesse tido seu atendimento agilizado, não teria sobrevivido?”, pergunta a tia Adriana que também trabalha na área da Saúde. Os familiares de Evellyn pretendem agora recorrer ao Ministério Público de Pernambuco para buscar uma resposta.

Em tempo: O site não teve o retorno da direção do Hospital Regional de Arcoverde para ouvir a versão para o episódio. Continuaremos tentando.
(Charge: Arionauro).








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