Zirleide Monteiro pede CPI para investigar altos salários na Educação, mas requerimento é rejeitado
Numa sessão que
entrou pela madrugada, a Câmara de Vereadores de Arcoverde teve, na última
segunda-feira(04.06), analisou vários temas como a recente greve dos
caminhoneiros e a situação caótica do Residencial Maria de Fátima Freire.
Mas o
que chamou mais atenção foi o pedido feito pela vereadora de oposição Zirleide
Monteiro para que fosse instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI)
para se investigar eventuais irregularidades na folha de pessoal da Secretaria
Municipal de Educação. Segundo a parlamentar, naquela pasta há dezenas de
professores que estariam recebendo altos salários. “Só um deles recebe mais de
14 mil reais por mês, outros recebem 8 e 9 mil reais; tem também um assistente
administrativo e ex-vereador vinculado a outro órgão da Prefeitura que recebe
R$ 9.510”, afirmou Zirleide.
A bancada da
situação não chegou a ficar dividida. Everaldo Lira e Luíza Margarida rebateram
a iniciativa de Zirleide. Geraldo Barbudo e Cleriane Medeiros não se pronunciaram e João Taxista
não compareceu a sessão. Já Cybele Roa ponderou a gravidade dos questionamentos
da colega, mas explicitou que os itens demandados no requerimento precisavam
ser melhor abordados ou melhor explicados na tribuna pelas pessoas citadas.
Ao final, o requerimento foi assinado apenas por Zirleide e Heriberto do Sacolão, sendo em seguida arquivado porque não cumpriu a exigência de, pelo menos, três assinaturas para que fosse votado em plenário(segundo o Art. 79 do Regimento Interno da Câmara).
“Se isso está correto ou não só saberemos esmiuçando toda essa história e precisamos, como poder legislativo, apurar os fatos e esclarecer isso não apenas para os professores que diariamente estão nas salas de aula e que recebem bem, mas bem menos do que receberam alguns desses servidores. Está nas mãos desta Casa esclarecer a verdade”, concluiu Zirleide.
O outro lado da notícia
Este site lembra que, em cenários recentes, a Câmara de Vereadores de Arcoverde também não avançou para aprofundamentos em episódios polêmicos. Foi o caso da Aesa(que não teve as contas esmiuçadas), do Comdica(quanto a critérios de verba repassada ou não para a Fundação Terra) e da Arcotrans e Sinalpark que também ficaram sem prestar esclarecimentos à comunidade.
No caso dos questionamentos de Zirleide, quanto salários “guaribados” de servidores da Educação, fica a impressão que falou mais alto os aspectos provincianos e de acomodação política do que o espírito republicano de tratar fatos que é do real interesse dos eleitores. Se é verdade que se paga alto salários a alguns professores ou servidores da Educação, a questão passa a ser muito mais de ética e de probidade do que um assunto meramente partidário ou de grupos que se digladiam pela hegemonia política na cidade.
Como o requerimento foi rejeitado, por questão de Justiça, este site vai manter contato com a Secretaria de Educação do município e com o Sindicato dos Professores para saber a versão desses órgãos quanto ao assunto abordado pela vereadora.

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