*Chico Carlos nos conta porque a vida artística de Demi Lovato nunca foi um “mar de rosas”
A pauta muda porque a vida e a cena musical são
dinâmicas. É bem diferente do que a maioria das pessoas pensam, a vida de uma
celebridade não é só glamour, entrevistas ou flashes de câmeras fotográficas.
Nesse mundo artístico tem muita concorrência desleal, ilusão, vaidade, confusão
e solidão. Mortes por overdose de drogas ou remédios, infelizmente, não são
raras entre as celebridades. A estrada de tijolos amarelos leva algumas
circunstâncias pelo caminho de uma “Lucy in the sky with diamonds”. São vários
os casos conhecidos de famosos que, por problemas pessoais ou pressão da fama,
se entregam às drogas e partem sem conseguirem se livrar do vício.
Em março passado, a cantora Demi Lovato comemorou, na
Internet o fato de estar sem usar drogas ou álcool por seis anos. E logo
depois, lançou uma nova música, que em português se chama “sóbria”. Nos
bastidores, uma cortina de gelo seco dava a entender que tinha voltado a usar
drogas e álcool. Fato normal quando se fala de uma celebridade cujo histórico
pessoal nunca foi um “mar de rosas”.
Roda mundo, roda gigante... Bem, mas na última
terça-feira(24.07), após sofrer uma suposta overdose de heroína, Lovato foi internada às pressas em um hospital
de Los Angeles. Quando foi amparada por um serviço de emergência, a artista
estava inconsciente e foi levada, de sua casa, em Hollywood Hills, para o
hospital. Demi luta contra o vício de substância e conseguiu ficar sóbria por
seis anos, sem uso de cocaína, depois de passar por tratamento em um centro de
reabilitação.
Demetria Devonne Lovato, profissionalmente conhecida
como Demi Lovato, nasceu na cidade de Albuquerque(no Estado do Novo México), em
20 de agosto de 1992. A popularidade de Lovato começou com 9 anos, quando ainda
era criança. Ela trabalhava no seriado infantil Barney (TV Disney) e que foi exportado para o mundo todo. Ela
disse que sofria muito bullying na escola durante a adolescência, não sabia se
por causa do trabalho na TV. Era chamada de gorda, feia, aquelas coisas que
vocês conhecem, quando uma pessoa começa a ganhar fama. Teve que sair da escola
e ser educada com professor particular em casa.
Em seu baú consta que em sua carreira musical, atuou
como artista solo, tendo lançado seu álbum de estreia, “Don't Forget” em 2008.
O disco debutou na segunda posição da parada Billboard 200, com a venda cerca
de 89 mil cópias em sua primeira semana de distribuição, e mais tarde ganhou o
certificado de ouro da RIAA, por ter vendido mais de 500 mil cópias nos Estados
Unidos.
Depois veio “Here We Go Again”, seu segundo álbum, que
foi lançado em 2009 e alcançou o número um da Billboard 200, com 108 mil cópias
vendidas na primeira semana. Seu terceiro álbum de estúdio, “Unbroken”, foi
lançado em 20 de setembro de 2011 e vendeu 96 mil cópias na primeira semana,
estreando na quarta posição da parada.
Não se pode negar ela é uma estrela pop que ganhou
fama e sucesso, levando ao delírio multidões de jovens pelo mundo afora. É uma
das artistas que participam das campanhas Teens Agains Bullying e STOMP Out
Bullying, que têm como objetivo combater o bullying nas escolas. Ela esteve no
America's Next Top Model e no Newsroom do CNN, para discutir sobre o assunto.
Vida e realidade
No entanto, se vocês pararem para pensar vão entender
que ela tem problemas pessoais que ficaram desde a época da separação de seus
pais em 1994. Aliás, esses problemas familiares já influenciaram a vida pessoal
de vários artistas no mundo inteiro. Por conta da agenda e dos compromissos,
fica difícil estabelecer um relacionamento, a vida social vira um caos e, na
maioria das vezes, as drogas e o álcool acabam sendo um refúgio para se livrar
da depressão.
Os anos se passaram e ela nunca teve interesse em
manter contato com seu pai distante, Patrick, depois de seu divórcio de Dianna.
Ele é o cara de sua canção "For The Love of a Daughter", que teria
sido motivada por uma série de entrevistas dadas por seu pai para beneficiar-se
de sua fama. Ele morreu de câncer em 22 de junho de 2013, aos 53 anos de idade.
Pouco depois de sua morte, Lovato revelou que ele sofria de uma doença mental e
que em sua honra criou um programa de auxílio para tratamento.
Perdoar nunca é
tarde já dizia o poeta. Entrar nesse universo é muito fácil, agora sair depende
de alguns fatores, inclusive, de força de vontade e motivação, para encarar a
vida artística desnudada do glamour e das hipocrisias.
*Chico Carlos é crítico musical e escreve com exclusividade para este site.
*Chico Carlos é crítico musical e escreve com exclusividade para este site.

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