Volta à Taperoá teve emoção e a alegria de rever “Manelito Dantas”
Recentemente estivemos em Taperoá(PB) para conferir mais uma
edição do Dia D, na Fazenda Carnaúba - referência nacional em genética de
caprinos, ovinos e bovinos. O evento reúne criadores e produtores de vários
Estados do Nordeste, contando com degustação de queijos, cursos, visitas
guiadas e apresentações culturais.
A propriedade, de 960 hectares,tem alto índices de produtividade e competência técnica na criação de raças nativas de caprinos, ovinos e bovinos, tanto de leite, quanto de corte. Manuel Dantas Vilar Filho “Manelito”, o patriarca hoje aos 81 anos, delegou aos filhos - Dantinhas, Daniel e Carolina, a administração da fazenda, que está em posse da família desde o século 18. “Ariano Suassuna, meu primo, colocou o nome do queijo de Grupiara - que significa veio de diamantes porque ele dizia que o laticínio é o diamante da fazenda”, lembra “Manelito.
Foi bom reencontrar Seu “Manelito”, trajando trajes brancos e com um cajado na mão. Sentando ao lado do Pavilhão Principal, onde ocorre a degustação e onde estão dispostos os estandes, “Manelito” acompanhava tudo ao lado de filhos e bisnetos. Há dois anos, fizemos uma deliciosa entrevista colhida na varanda da casa-sede, em meio a passarinhos que vinham comer no terreiro.
“Temos aqui um rebanho formado por oito raças ovinas, Barriga Negra, Cariri, Morada Nova Pretas e Vermelhas, Jaguaribe, Cara Curta, Somalis e Santa Inês e mais dez caprinas, Parda Sertaneja, Moxotó, Graúna, Serrana Azul, Repartida, Canindé, Marota, Mucianas Pretas e Caobas, e Biritingas - e mais ainda duas raças de vaca zebu, Guzerá, Sindi, e mais uma de bois taurus, o gado Pé Duro, tudo num ambiente um rústico, onde os animais tiveram que se adaptar ao clima semi-árido da Paraíba”, explicou “Manelito”.
Além da Fazenda Carnaúba, cujos grafismos e adereços armoriais em portas e quadros lembram o autor do livro “A Pedra do Reino, Taperoá reserva ainda lugares interessantes para se visitar. Por exemplo, o Sítio Arqueológico Lagoa do Escuro que fica à 10Km. O sítio é classificado como sendo de arte parietal, de gravuras e pinturas estampadas numa formação rochosa de origem granítica. Os grafismos são na maioria capsulares rasos e polidos. Já a Serra do Pico é majestosa formação que vai desde a cidade e se destaca na paisagem por sua amplitude morfológica. É considerado o segundo ponto mais alto do Estado, ficando atrás apenas do Pico do Jabre (em Maturéia), com altitudes superiores à 900m lhe conferindo condições climáticas excepcionais e uma flora exótica adaptada a altitude.
Por fim a Pedra Furada um grande maciço residual de morfologia piramidal, cujo topo despido de sedimento, apresenta uma concavidade produzida por ações naturais químicas e físicas, formando um grande salão granítico numa profundidade de 6m por 5m de altura e 12m de largura. O monumento tem o formato de uma boca, muito parecida com a “Pedra da Boca”(em Araruna-PB).

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