Cybele Roa não terá apoio da bancada da situação na corrida à Alepe
Antes porém, sem saber do que viria em seguida, Cybele ocupou
a tribuna para falar de sua postulação. Disse que apesar da crise política,
tinha uma visão otimista das coisas, que é preciso ter atitude para que as
coisas se modifiquem, fez uma retrospectiva positiva dos antecessores de
Madalena Brito(de Áureo Bradley até a atual gestora) e que enseja uma nova
postura política para que Arcoverde continue avançando. Terminou usando o que
parece ser o slogan da campanha - “Juntos, todos somos mais”.
Foi quando Weverton Siqueira(Siqueirinha) afirmou que não
tinha rompido com a prefeita. “Junto com
a família e amigos tomei o posicionamento de apoiar o deputado Joel da Harpa
que me deu atenção e com o qual me
identifiquei. Dona Madalena teve o conhecimento prévio de todo esse
encaminhamento; não houve alinhamento em torno do nome de Eduíno, depois a
gestão anunciou o apoio à Cybele. Disse à prefeita que Joel tinha interesse
direto no meu apoio. Inclusive, recentemente, o parlamentar me ligou e disse
que viria a Arcoverde pessoalmente para tratar do assunto. 8 horas da manhã
Joel estava me esperando no Posto BR Cruzeiro. Política se faz com diálogo,
política se faz somando e o vereador tem de se dar valor e não viver atrás
desse ou daquele candidato”, afirmou Siqueirinha. O vereador foi perguntado pelo pai – o ex-vereador Sargento
Siqueira sobre o porquê do apoio a Joel da Harpa. “Respondi – Papai, a gente
tem de querer quem quer a gente. Aí ele disse – “Meu filho com quem você
estiver estarei junto”.
Fontes informaram a este site que
anteriormente teria havido um encontro, na casa da prefeita(com a presença de
Paulo Câmara) em que a gestora teria sinalizado pelo nome de Eduíno. Mas o
chamado “núcleo duro” do governo e pessoas ligadas a outra lideranças da cidade
se rebelaram não aceitando. Não se sabe o que verbalizou o governador diante da
situação.
Mesmo com um assunto tão espinhoso,
Cybele se mostrou tranquiula. “Durante todo período que estou nessa Casa sempre
me portei de forma clara, adequada e transparente. Por favor vereadora Célia,
não coloque na minha boca palavras que eu não disse; porque eu não disse que
não queria o apoio dos colegas, uma construção não se faz sem apoio, tenho
plena consciência disso. Mas entendo, como mesmo a senhora disse, há muita
coisa envolvida. Muitas decisões desse processo todo não partiram de mim, até o
último momento respeitei as decisões da prefeita. Já vinha com esse
planejamento da postulação do meu nome e o apoio da prefeita é claro que dá
mais visibilidade. Há esse contratempo mas não significa que nós vereadores não
podemos estar juntos mais à frente, sinto muito que isso tudo esteja acontecendo”,
disse Cybele.
A sessão já se encaminhava para o fim
quando Siqueirinha indagou se Cybele se ela sabia de uma conversa que teria
saído da casa da vereadora. “Corre na cidade a estória que nós vereadores não
temos mesmo força para ajudar a senhora, quero dizer a seu grupo que trabalhe
com humildade, sem arrogância”, afirmou Siqueirinha. Cybele negou ter
conhecimento desse fato.
Ao final, Célia pediu a palavra. “Quero
aqui dizer que não foi prefeita Madalena que rompeu com Eduíno, fomos nós
vereadores que dissemos a ela que não queríamos o parlamentar como candidato.
Acho que a prefeita, por quem tenho o maior apreço, tinha tudo para antes de
anunciar Cybele como sua candidata ter procurado nós vereadores, até porque sem
bancada ela não vai a lugar nenhum”, disse Célia.
Por fim, Cybele afirmou não querer
ser empecilho à prefeita. “Se nesse momento Madalena quiser retirar meu nome
para ela mesmo não se prejudicar, pode ficar à vontade; se é para a bancada
ficar unida em torno de um nome cabe a prefeita decidir”, afirmou Cybele.
O assunto foi tão quente que na
próxima quarta-feira(22.08) haverá outra sessão para debater o tema. Até lá muita
água vai rolar debaixo da ponte e veremos quem saiu ganhando com tudo isso.

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