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Diário de campanha: “Aparição” de Waldemar Borges em missa é tema central de debates na Câmara de Vereadores




De tempos em tempos, a questão do envolvimento de padres na política local aparece como tema central. A aparição de Waldemar Borges(candidato a deputado estadual do grupo que detém a hegemonia política de Arcoverde) na missa, do último domingo(02.09), celebrada pelo Padre Aírton Freire na Fundação Terra, suscitou uma serie de comentários - a maioria deles verbalizados pelas redes sociais. Não se sabe ao certo o que ocorreu lá. Este site não teve acesso ao áudio com a fala do parlamentar e não se pode afirmar, categoricamente, que o parlamentar emitiu opiniões que ensejasse “pedido de votos”.

Levantou-se, ainda, a percepção de que, no entorno da Fundação Terra, nessa mesma manhã, havia uma “entourage” de personalidades e militantes que estariam fazendo campanha. Também, não temos essa constatação, pois não estávamos lá. Dentro da igreja, segundo comentários da rede social, aconteceram reações distintas. Uns aplaudiram o candidato(que em princípio pelos dados que temos abordou apenas o trabalho desenvolvido pela Fundação Terra), outros teriam saído revoltados por que acharam que estava havendo uso do espaço religioso para fins políticos.

De acordo com a vereadora Luiza Margarida, que acompanha Waldemar politicamente há mais de seis anos, o parlamentar em nenhum momento fez campanha na ocasião. “Ele apenas atendeu a um convite feito, há 15 dias, pelo padre. Abordou ao microfone o trabalho que é desenvolvido pela Fundação Terra. O interessante é que o deputado federal Gonzaga Patriota também já esteve participando de missa lá e não houve essa repercussão”, indagou Luiza.

A vereadora Cybele resolveu pedir um aparte. ”Ninguém aqui está questionando a figura do Padre Aírton, nem tudo que ele faz em prol dos mais humildes; cabe a Lei configurar alguma eventualidade”, disse Cybele perguntando ainda se a colega saberia dizer quantas emendas Borges já tinha apresentado em benefício à FT. Cybele afirmou que tem várias fotos ao lado do padre, mas que nem por isso optou por veicular as imagens em página pessoal na rede social.

Já a presidente da Casa, Célia Galindo, fez uma explanação abrangente. “Por mais ignorantes que as pessoas sejam, podemos enganar a nós mesmos menos a Deus. Religião é uma coisa que não discuto. Não se deve misturar política com religião. Injustamente a prefeita Madalena Brito foi envolvida. Tenho certeza que não foi a prefeita que convidou Waldemar Borges ir à missa”, disse Célia. Nas redes sociais, inclusive na página de uma liderança, há fotos em que o Padre Aírton aparece ladeado por Waldemar e por Madalena. Nada demais, dizem assessores do candidato, já que a visita tinha apenas o cunho de cortesia.

A oposicionista Zirleide Monteiro disse estranhar a presença de Waldemar em uma igreja católica. “Pelo que eu sei, tanto Waldemar quanto Luciana Santos(sua esposa e candidata a vice-governadora de Paulo Câmara) são ateus, ele é socialista e ela comunista do PCdoB”, alfinetou Zirleide. Luiza rebateu dizendo que, na verdade, Waldemar e Luciana estão separados há mais de um ano.

Em tempo: Pelo tempo em que fui repórter e editor no Recife, como profissional, posso atestar a correção política de Waldemar Borges, figura respeitada por onde passa. Repito: Não temos dados para embasar o que houve, de fato, na missa pois não estávamos lá. Relatamos aqui apenas o que os personagens envolvidos relataram na Câmara de Vereadores, o que não implica ser a opinião deste site quanto ao fato.

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