Exclusivo: Será que Robson e Aparecida, que moram num barraco de papelão, não merecem uma casinha no Residencial Maria de Fátima Freire?
Vendo uma matéria na página do amigo Sebastião Costa, mostrando um casal morando em condições muito precárias num barraco de papelão, na Rua 18 de Agosto, próximo a Cohab II, fico a me perguntar se o governo federal e estadual não têm um programa de habitação popular para quem vive abaixo, mais bem abaixo, da linha da pobreza?
Robson e Aparecida vivem, ou melhor sobrevivem, de recolher material para reciclagem. Onde moram, é claro, não tem água nem luz pois a "habitação" não passa de um mero barraco.
Vendo esse absurdo decorrente da desigualdade social, sigo fazendo indagações. Lideranças na cidade dizem saber que no Residencial Maria de Fátima tem gente com três ou quatro casas. Essa gente mora lá ou aluga as unidades? Porque essa distorção ocorre? Tem quem diga que tem gente que até vende casa no Residencial - o que é proibido por Lei. E Robson, que é mais pobre do que essa gente "careta e covarde", não merece nem mesmo ter uma casinha?
Seria salutar que o Ministério do Desenvolvimento Regional e o Banco do Brasil pudessem procurar saber quais moradores do Maria de Fátima são "pobres de verdade". Depois disso não seria nada demais disponibiliar uma casinha dessa para Robson. Garanto que, com seu trabalho, Robson pagaria ao governo com juros e correções.
Inaugurado há quatro anos, o Residencial tornou-se um presente de grego para a gestão municipal que, de certa forma, se desdobra para oferecer os serviços básicos com escolas, atendimentos de saúde, atividades esportivas etc. Mesmo assim no inconsciente popular fica o ônus de que as autoridades locais poderiam fazer mais, o que não é o caso. A questão é muito mais complexa.
Por fim, peço ao Padre Airton Freire, que tanto atua na área da Cohab II, que possibilite a Robson e Aparecida a morarem nas dependências da Comunidade Servus(na Malhada) ou então que os instalem no recém inaugurado albergue voltado aos moradores de rua.
Também apelo ao Padre Adílson Simões que aproveite o casal nos seus projetos sociais na Terra da Misericórdia, na Serra das Varas.
Por fim, acredito que a Secretaria de Assistência Social poderia fazer um levantamento de quantas pessoas moram em situação de extrema pobreza nos bairros de Arcoverde. Com esse levantamento, poderia ser mais fácil ajudar.
E parabéns a Sebastião Costa por sua sensibilidade. Deus te proteja amigo!!!
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