Exclusivo/A emenda e o soneto Caso Wolney Queiroz
A veiculação no site do jornalista Ricardo Antunes em que o deputado federal Wolney Queiroz (PDT/PE) compartilha áudio junto a correligionários no qual evidencia de forma explícita o velho direcionamento de licitações públicas - decorrentes de emendas parlamentares nos valores de 4,6 milhões e 2,6 milhões empenhados junto à Secretaria Estadual de Agricultura e Reforma Agrária - causou rebuliço.
A assessoria de Wolney enviou nota ao jornalista. Explica a destinação da emenda e ressalta que a prática de fazer a licitação é do Governo do Estado. Tudo, portanto, não passaria de mera “intriga dos adversários”.
No áudio, Wolney comunica que foram destinados cerca de R$ 7,2 milhões em recursos federais e que esses valores foram empenhados para que o Governo do Estado faça a licitação da compra de implementos agrícolas, que serão distribuídos nas cidades onde Wolney tem suas bases.
A nota finda, singela e honesta, dizendo que a prática é usual - a partir da indicação do deputado, o Governo do Estado faz o processo licitatório obedecendo a finalidade para a qual a emenda foi destinada. Nesse caso, 2/3 do total para aquisição de tratores e 1/3 restante para compra de retroescavadeiras.
Ouvindo com atenção
Mas, ouvindo com atenção o tal áudio, nos deparamos com itens interessantes. Wolney fala tranquilamente das emendas empenhadas, chama o próprio pai de "Zé Queiroz" em vez de "papai", diz que o pai é que vai dizer como o filho quer o encaminhamento do dinheiro proveniente das emendas e que dois terços do valor serão destinado a compra de tratores e retroescavadeiras. Wolney até diz que está tudo em sua "planilha" - que é o que ele "deve" a cada cidade. Não se sabe dizer, se o trecho do áudio se refere se o termo "cidade" seria sinônimo de "reduto".
Foi toda essa explicação que ouvímos. Se alguém entendeu de outro modo, avisem ao colega Ricardo Antunes.
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