Wagner Carvalho, Alceu Valença e Mano Walter “bombaram” na Praça da Bandeira
A Praça da Bandeira, o principal cartão-postal de Arcoverde,
ficou pequena para abrigar centenas de pessoas que foram, na última
quarta-feira(27.06), para conferir mais uma noite da festa de São João. Quem
abriu a noite foi o arcoverdense Wagner Carvalho que não deixou por menos e
cantou mais de uma dezena de forró pé-de-serra como “Aproveita Gente”(Onildo
Almeida) e “Nem se despediu de mim”(João Silva) e Pedras que cantam. Wagner é uma
das boas promessas do nosso autêntico forró.
Depois foi a vez do “maluco beleza” Alceu Valença em mostra
toda sua competência. Trazendo na cabeça um chapéu estrelado de cangaceiro, ele
abriu com “Baião”, “Vem Morena”, “O Canto da Ema”, “Papagaio do Futuro”, “Pagode
Russo” e “Xote das Meninas”. Sempre interagindo com o público e circulando
muito pela passerela-além-palco, Alceu afirmou que – “meu show não tem nem
palco nem platéia, porque são vocês que fazem o verdadeiro espetáculo”.
Continuou na pegada de Gonzagão cantando “Sabiá”, se ajoelhou e cantou com o
público. Na segunda parte, Alceu lembrou sua ligação com Arcoverde. “Na
adolescência de vez em quando eu vinha a Arcoverde ver um tio - Dr. Paiva - e uns
primos, sempre me lembro daqui com carinho”, disse Alceu.
O artista também lembrou da infância em São Bento do Una. “Quando
criança eu ficava maravilhado quando passava uma banda de pífano na rua; uma
vez Luiz Gonzaga me disse que minha banda era uma banda de pífano elétrica -
acho que pelo enfoque que nossos músicos(Paulo Rafael/guitarra e Tovinho/teclados)
dão aos arranjos”, afirmou. O show continuou com “Coração Bobo”. “Pelas ruas
que andei”, “Cabelo no pente”, “Girassol” e “Como dois animais”. Depois Alceu
emendou um medley misturando toada e aboios em composições como “Juazeiro” e “Solidão”
e ainda deu tempo de cantar “Táxi Lunar”, “La Belle de Jour” e “Morena
Tropicana”.
Quem fechou a noite foi o vaqueiro apaixonado das Alagoas, Mano Walter, cantor que vem tendo excelente receptividade entre o púlbico jovem. Natural de Quebrangulo, desde criança Mano viveu no meio rural e começou a cantar ao acompanhar o pai pelas vaquejadas. Em Maceió, montou sua primeira banda de forró, tendo como referencia musical seu primo Vavá Machado. Há menos de sete anos vem atuando de forma profissional, sendo hoje figura carimbada nos principais eventos do Sudeste e Nordeste.

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