Delegada Patrícia Domingos: "Extinção da Decasp foi para "minar" a Operação Casa de Farinha
Em matéria de um site da Capital, onde traz detalhes de uma palestra feita pela delegada Patrícia Domingos, revela em sua fala que a extinção da Delegacia de Combate aos Crimes contra a Administração Pública, a Decasp, foi uma forma de "minar" as investigações que conduzia contra a empresa Casa de Farinha, apontada pelo juiz federal que preside os processos e inquéritos da Operação Torrentes, como uma espécie de "laranjal familiar", onde o pai, Romero Pontual, seria o verdadeiro dono, colocando os filhos como seus laranjas. Um dos filhos de Pontual, conhecido como Romerinho, chegou a ser preso e denunciado pelo MPPE, em Ipojuca, por fraudes em licitações e ameaças a outros licitantes.
A Casa de Farinha e seus sócios têm relações pessoais e politicas com caciques do PSB de Pernambuco e que também teria tentáculos no staff estadual e na Prefeitura do Recife.
Inclusive, anteriormente, o Blog da Noelia já tinha publicado interceptações telefônicas da Polícia Federal, onde as relações promíscuas dos donos da Casa de Farinha com caciques do PSB foram expostas e levaram ao indiciamento de Pontual, pela PF, na época, em razão de Operações Farda Nova e Mar de Lama.
Curiosamente, apesar das interceptações e dos indiciamentos, esses inquéritos nunca foram levados adiante, seja pelo Ministério Público Federal, seja pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco, que em resposta a pedidos de informações, pela Lei de Acesso, limitou-se a informar que as investigações estariam a cargo da Promotoria Criminal de Jaboatão dos Guararapes. As interceptações - que flagraram Pontual e caciques do PSB em conversas comprometedoras - remontam ao ano de 2007, portanto, há 12 anos, que já se sabe das atividades ilicitas dessas pessoas.
Comentários no meio jurídico corroboram a hipótese levantada por Patrícia Domingos, de "blindagem" aos caciques do PSB, envolvidos com a Casa de Farinha. A decisão do governo do Estado em extinguir a Decasp teria se dado após pressões de Romero Pontual, chamado de homem forte do PSB, pela Polícia Federal, revoltado com a prisão do filho 'Romerinho', que até aquele momento agia na certeza da impunidade.
O avanço das investigações sobre os contratos da Prefeitura do Recife também teria contribuído para a decisão de extinguir a Decasp. A empresa tem milhões em contratos com prefeituras do PSB, inclusive com a do Recife e com várias secretarias do governo do Estado.
O fato é que depois da extinção da delegacia, as únicas investigações envolvendo o clã Pontual partiram do Ministério Público Federal, que denunciou fraudes em contratos da Casa de Farinha com a Secretaria de Saúde de Pernambuco.
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