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"Democracia em Vertigem" tenta procurar Michael Moore

Claro que morando no Interiorzão do Sertão de Pernambuco, onde achar uma sala exibidora é algo bem difícil, não conseguí ver, ainda, o documentário "Democracia em Vertigem", de Petra Costa.

Indicado ao Oscar na categoria, o filme conta aspectos em torno do impeachment de Dilma Rousseff e a histórica política do Brasil, apontando as "elites" como vilões de tudo.

Nunca falo sobre o que não vejo, nem retiro do PT o mérito de sutis avanços no campo social.

Fico apenas a me perguntar: porque, até hoje, nenhum cineasta brasileiro se debruçou sobre as verdadeiras causas do suicídio de Vargas, ou de como, na verdade, se deu os bastidores do impeachment de Collor - quem tinha interesse na queda do Caçador de Marajás; pelo menos se sabe que Collor contrariou poderosos interesses de setores da economia nacional.

A questão do documentário de Petra não é de ser a favor ou não do PT. A questão é que, mesmo sendo documentário, a obra poderia esboçar, pelo menos, um ar de isenção para mostrar com mais profundidade por que se deu a derrocada de setores da Esquerda brasileira. Vejam, por exemplo, o que o documentarista americano Michael Moore tenta(ou consegue) fazer nas suas obras. Nem sempre o que desconstrói a ideia central da narrativa é deixado de lado. Afinal, um obra deve ser feita para o espectador - seja ele de Direita, Esquerda, xiita ou mulçumano.

Mas, aí, talvez seria pedir demais para quem tem tanta ligação familiar-empresarial com os cardeais do PT. Essa é a minha opinião, por enquanto. Fiquem à vontade para aplaudir ou crucificar.

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