Eleições 2020: Quem vai gerir Arcoverde? Os que detém a hegemonia política? Aquele que já foi "novidade"? Ou os novos "salvadores" da província? Joguem suas fichas!!
Pululam na internet as pretensões de alguns pré-candidatos a ocupar o Palácio Municipal da Av. Arlindo Pacheco. Há os que aplaudem a possibilidade da manutenção da hegemonia política e outros que vislumbram novos projetos.
Mesmo com tantos percalços(e até acertos) na política local - de Antônio Japiassú até agora - o poder, via de regra, está nas mãos do povo. Embora há trinta anos famílias tradicionais tenham se revezado no poder, foi o eleitor que os elegeu. Numa rara exceção, nos anos 80, um profissional liberal, de família de classe média, surpreendeu e chegou a ser prefeito.
Mas é ele, o povo, que vai, mais uma vez, avaliar se quer corroborar e manter a atual hegemonia política, se quer sinalizar a alternância, se quer visualizar algo "novo"(se é que isso seja possível isso na política) ou se os "salvadores" serão o fiel da balança. Tudo mais que se disser é pura especulação.
Acredito que o próximo gestor poderia, pelo menos, por em prática a vinda de mais indústrias, principalmente no ramo têxtil - afinal o que não falta é água em Arcoverde. Há mais de dez anos se dizia que as fábricas de jeans não vinham para cá, justamente, pela falta d'água. Pronto, a água chegou faz tempo....e onde estão as fábricas de jeans?
Na agricultura, o próximo gestor poderia incentivar projetos alternativos na Serra das Varas - grande produtor de horti-fruti - dotando a área com a instalação de painéis solares e mais projetos de irrigação.
Na Saúde, não basta inaugurar UBSFs, tem de fazer com que as unidades funcionem com agilidade, que tenham médicos que consigam ouvir com calma os pacientes. Que se implante um aplicativo para agilizar e otimizar num menor tempo o atendimento do usuário. Que a UPA São Cristóvão possa ter 24 horas de atendimento, que mais médicos sejam contratados e que o aparelho de Raio X daquela unidade possa, finalmemte, ser tirado da caixa para servir de verdade à população.
O próximo gestor poderia criar a Guarda Municipal como forma de inibir, por exemplo, que, aos sábados, a Rua de Lazer continue sendo território livre de maconheiros e desordeiros. Que fosse implodido o complexo de sanitários naquele local e feito dois sanitários em cada quiosque.
Na cultura, se reabriria, de fato o Cine Rio Branco agora voltado para apresentações culturais, saraus, exposições etc. Se nos próximos anos o Shopping da cidade virasse realidade, teríamos três salas exibidoras e o velho cinema não teria mais sentido.
No Pátio Externo do Cecora, finalmente, o próximo gestor poderia entregar(até que enfim) a classe artística(lisonjeada por ser alvo de homenagens no próximo São João) o Teatro Municipal que está fechado há 30 anos servindo apenas para abrigar entulhos e adereços das festas de rua.
Por fim, o próximo gestor, seja de qual "cordão" for, poderia revitalizar a belíssima Estação Ferroviária - há anos abandonada e caindo aos pedaços, servindo para atividade de marginais no seu entorno escuro. Muitas estações foram revitalizadas no Estado, mas a de Arcoverde permanece obsoleta e parou no tempo. Tudo em nome da infeliz desculpa da "burocracia".
Muito mais benfeitorias poderão ser feitas a partir de 2021, afinal os municípios deverão ter aportes substanciais do governo federal. Mas também os gestores têm de aprender a gastar menos, fiscalizar organogramas, checar quem de fato trabalha, diminuir os cargos comissionados e fazer da transparência administrativa algo concreto.
Se o próximo gestor de Arcoverde quiser mssmo entrar para história ele tem de fazer tudo isso e muito mais. Afinal, a vontade e o empenho em fazer deve vir primeiro do que eventuais conchavos ou acordos paroquiais que, por vezes, deixam os gestores de mãos atadas fazendo com que administração não avance e penalizando o cidadão que contribui com pesados tributos.
Prá fechar, lembro do saudoso Mário Henrique de Farias Filho Quando ele passava por um mero buraco na rua ou por um esgoto à céu aberto dizia - "Muriê, não entendo porque uma besteira dessa não é ajeitada". E eu respondia: "pois é Mário, de besteira em besteira é que se vai longe". Não se sabe até onde vai a indignação do povo, mas só ele tem o destino nas mãos. Tanto pode errar quanto pode acertar. Vamos aguardar o recado das urnas em Outubro.
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