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Para Adílson Medeiros, festas juninas sofrem algum tipo de “sufocamento”




O São João vai terminando e a velha discussão volta: podem as cidades do Nordeste, pelo menos, tentar nas festas juninas priorizar a difusão do nosso forró?

Infelizmente(ou felizmente para hordas de jovens)isso parece ser um caminho sem volta. A indústria fonográfica(ou seria o streaming?), a sanha de empresários de estrelas “temporárias” e o poder inverso da TV não dá trégua aos que brigam pela música de qualidade. 

Até o formato das festas, do final dos anos 80 até hoje, mudou. Os palhoções deram lugar a palcos imensos, o São João de bairro foi engolido pelos “paredões de som”.

Segue aqui a opinião do cantor e compositor Adílson Medeiros(de João Pessoa) sobre o assunto. Pequenos trechos foram editados com forma de resumir a matéria, mas mantivemos a essência da opinião de Medeiros. Confira:

 “Campina Grande, junto com Caruaru e outras cidades foram precursoras de um movimento, que por sua natureza concentradora, está levando as atividades culturais, principalmente as juninas a algum tipo de sufocamento. As atividades culturais populares - e suas características especificas - foram surrupiadas por interesses políticos e levadas a se ‘copiarem’ em torno de modelos inadequados, fora da nossa medida.
O que a política deveria ter feito e não fez, foi apostar, investir na diversidade cultural e não na concentração. Estamos vendo é o mal que se fez. Só meras lideranças políticas, empresários do meio e artistas de gêneros alheios à nossa cultura são os únicos beneficiados financeiramente, mas para verdadeira cultura do país - que vai de ladeira a baixo - implica em  prejuízo para todos”. 




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